DESEQUILÍBRIO AMBIENTAL
DESEQUILÍBRIO AMBIENTAL – foi no Rio – Eco 92 que mais ouvi essa expressão. Foi lá também que me impressionei com as informações referentes à biodiversidade e a natureza enquanto um todo. Tive o prazer de entrevistar inúmeras personalidades, como: a Ministra do Meio Ambiente do Canadá e o líder espiritual Dalai Lama. Surpreende-me com a existência de “Ministérios do Meio Ambiente” de alguns paizes, quando nós aqui no Brasil, mal tínhamos um “pseudo” órgão de fiscalização ligado ao meio ambiente, o INCRA. Foi um privilégio eu estar na entrevista coletiva dada por Dalai Lama, que manifestou na ocasião uma grande polêmica, ou seja, afirmou para o mundo, da necessidade de se reavaliar as posições quanto ao controle da natalidade. O avatar indicou como um dos desequilíbrios ambientais, o descontrole da natalidade, e justificou pelas dimensões geográficas. O ECO-92 me despertou esperanças e me deu muitos aprendizados. Todavia, o poder econômico e a ignorância humana fizeram sucumbir os fundamentos desse internacional evento voltado para ecologia. Pois, o que era para formar uma nova consciência humana em prol da restauração ambiental, o que se percebeu no passar dos tempos, foi exatamente o contrário. Uma frustração foi ver em menos de um ano, após o RIO 92, os supermercados e panificadoras trocarem suas embalagens de papel pelas de plásticos, um dos elementos físicos que mais degradam a natureza, consequentemente, aumentando o desequilíbrio ambiental. E esse desequilíbrio é visto claramente, através das alterações climáticas e os sinistros que hipócritas chamam de eventos naturais, como as catástrofes de Santa Catarina e Campos dos Goytacazes em 2008 e, no nordeste, recentemente. Com todos os alertas indicados no Rio Eco 92 o poder econômico, os negligenciou de forma alarmante, já que as florestas estão cada vez mais deterioradas; sendo não só as amazônicas, onde o macro negócio cresce, desmatando assustadoramente, mas também, a mata atlântica dos centros urbanos, onde a população devasta descontroladamente; apesar de hoje em dia, ter-mos o Ministério do Meio Ambiente. Lembro-me que quando morei em Cabrália – BA, na Coroa Vermelha, os grileiros aliciavam os índios da tribo Patachós, com bebidas alcoólicas. Brancos esses que viciavam os caciques e pajés, a ponto dos lideres indígenas se denegrirem. Dependentes alcoólicos, os indígenas corrompiam seus valores e repassavam suas terras aos grileiros que as usavam para construções de hotéis, pastos etc.. Deprimente! Mas bem real. Enfim, o desequilíbrio ambiental é um fato que vem gradativamente, não. Aceleradamente, matando a vida e a dignidade humana. O que se pode comprovar diariamente, no norte de “nosso” país, onde pecuaristas, matam os defensores do equilíbrio ambiental. Estimulados sem dúvidas, pelos cidadãos dos grandes centros urbanos, que não estabelecem parâmetros ao que consomem ou adquirem.
A natureza está doente. Precisa de cuidados urgentes. Se ela morrer não haverá futuro. Ajude-a! É simples. Todas as sacolas que trás do supermercado são mesmo necessárias?

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